29 dezembro 2011

Feliz livro novo!



Quando 2011 começou, ele era todo seu.
Foi colocado em suas mãos...
Você podia fazer dele o que quisesse...
Era como um Livro em Branco, e nele você podia colocar um poema, um pesadelo, uma blasfêmia, uma oração.

Podia...
Hoje não pode mais; já não é seu.
É um livro já escrito...
Concluído.

Como um livro que tivesse sido escrito por você, ele um dia lhe será lido, com todos os detalhes, e você não poderá corrigi-lo.
Estará fora de seu alcance.

Portanto, antes que 2011 termine, reflita, tome seu velho livro e o folheie com cuidado.
Deixe passar cada uma das páginas pelas mãos e pela consciência; faça o exercício de ler a você mesmo.

Leia tudo...

Aprecie aquelas páginas de sua vida em que você usou seu melhor estilo. Leia também as páginas que gostaria de nunca ter escrito.
Não, não tente arrancá-las.
Seria inútil.
Já estão escritas.

Mas você pode lê-las enquanto escreve o novo livro que lhe será entregue. Assim, poderá repetir as boas coisas que escreveu, e evitar repetir as ruins.
Para escrever o seu novo livro, você contará novamente com o instrumento do livre arbítrio, e terá, para preencher, toda a imensa superfície do seu mundo.

Se tiver vontade de beijar seu velho livro, beije-o.
Se tiver vontade de chorar, chore sobre ele e, a seguir, coloque-o nas mãos do Criador.
Não importa como esteja...
Ainda que tenha páginas negras, entregue e diga apenas duas palavras:

Obrigada e Perdão

E, quando 2012 chegar, lhe será entregue outro livro, novo, limpo, branco todo seu, no qual você irá escrever o que desejar..

Feliz Livro Novo...

24 dezembro 2011

Neste Natal, apenas IMAGINE



Imagine...

Imagine que não há paraíso
É fácil se você tentar
Nenhum inferno abaixo de nós
Acima de nós apenas o céu
Imagine todas as pessoas
Vivendo para o hoje

Imagine não existir países
Não é difícil de fazê-lo
Nada pelo que lutar ou morrer
E nenhuma religião também
Imagine todas as pessoas
Vivendo a vida em paz

Você pode dizer
Que eu sou um sonhador
Mas eu não sou o único
Eu tenho a esperança de que um dia
você se juntará a nós
E o mundo será como um só

Imagine não existir posses
Me pergunto se você consegue
Sem necessidade de ganância ou fome
Uma irmandade de humana
Imagine todas as pessoas
Compartilhando todo o mundo

Você pode dizer
Que eu sou um sonhador
Mas eu não sou o único
Eu tenho a esperança de que um dia
Você se juntará a nós
E o mundo viverá como um só

(por John Lennon)

21 dezembro 2011

Alguém poderia evitar



Texto para refletir:

Eu fui para uma festa e me lembrei do que você me disse. Você me pediu para não beber álcool. Então, eu bebi refrigerante. Senti orgulho de mim mesma, como você disse que sente.
Você me disse que não se deve beber e dirigir, ao contrário do que alguns amigos me disseram. Fiz uma escolha saudável e seu conselho foi correto,como tudo que você me dá sempre.
Quando a festa finalmente acabou, as pessoas começaram a dirigir sem poder fazê-lo. Fui para o meu carro com a certeza de que iria voltar para casa em paz.
Nunca imaginei o que me esperava. Agora estou deitada na rua e ouvi o policial dizer: "O rapaz que causou este acidente estava bêbado".
Mãe, sua voz parece tão distante. Meu sangue é derramado em toda parte eu estou tentando com todas as minhas forças não pode lamentar.
Eu posso ouvir. Os médicos dizem: "A garota vai morrer". Tenho a certeza de que o jovem, que dirigia a toda velocidade, decidiu beber e dirigir, e agora eu tenho que morrer.
Por que as pessoas fazem isso, mãe, mesmo sabendo que isto pode arruinar muitas vidas, as suas e as de outros? A dor está me cortando como se fosse uma centena de facas.
Diga a minha irmã para não chorar, diz ao papai pra ser forte. E quando eu for para o céu, eu vou estar assistindo todos vocês.
Alguém deveria ter dito àquele garoto: “É errado beber e dirigir”.
Talvez, se seus pais tivessem dito, eu não estaria morrendo agora.
Minha respiração está ficando mais fraca, mais e mais. Mãe, estes são os meus últimos momentos e me sinto tão desesperada...
Eu gostaria de poder te abraçar, enquanto eu estou morrendo aqui. Eu gostaria de poder dizer o quanto eu te amo, MÃE. Então ...
Eu te amo... e. ..adeus ... "

(por Jornalista desconhecido)
(Estas palavras foram escritas por um repórter que presenciou o acidente. A menina, como ela morreu. Ela estava dizendo essas palavras, e o repórter escreveu ... muito sobrecarregado.

18 dezembro 2011

De volta à vida!



Uma vida em poucas horas. Foi assim nesta volta para casa. Regressei ao lar com lembranças das quais sentia muita falta. Barulho de rodas de carro saindo e chegando da garagem, denunciando chegada e partida de uma pessoa querida, cheiro de café passado na hora (café que não ingiro em dias isentos de provas e que mesmo assim faz parte do que os meus são), sabor de bolo de abacaxi e frutas frescas pela manhã e, principalmente, sensação de aconchego entre braços menores que os meus e muito mais importantes, braços de criança.
Contei cada minuto transcorrido e todos os sessenta segundos que tiquetaquearam incansáveis nos minutos que compuseram as horas de viagem tornaram-se povoados de histórias clássicas.
Lembrei-me até do dia em que decidi ser Médica, aos 4 anos de idade. Eu, uma boneca, algumas doenças inventadas, mal interpretadas e decisivas na escolha de quem já na primeira infância sabia o que faria na vida, embora sem conhecimento do tempo e espaço em que aconteceria.
E as horas passavam... E as lembranças vinham... E a saudade apertava à medida que aumentava a proximidade e reduzia consequentemente a distância que tanto abalou mente e emoções no período letivo findado.
Nem o peso das malas foi perceptível visto que os quilos transportados de amor contido eram tamanhos!
Após tempo, espera e viagens no tempo, pude chegar e perceber que a escolha, embora saudosa, é realmente esta. Todos aguardavam com seu melhor abraço, com o maior sorriso, fazendo-me perceber o quanto eu deveria apostar na força necessária para me manter estudando em uma terra distante, não minha, sozinha.
Não contive as lágrimas; contudo, desta vez, era líquido doce, de contentamento, de reencontro. Deixei percorrer meu rosto o doce amor que sinto por cada um e pela escolha que me encontrou um dia e não me permitiu desistir do que hoje continua sonho, visto que a minha realidade se passa em casa, entre muros baianos.
Peço encarecidamente desculpas pelo desabafo de sentimentos. Após um post vazio de férias no qual não pude escrever por estar dedicando todo o tempo do mundo a amar e amar, sentia que devia uma satisfação aos leitores que mesmo à distância e sem posts acompanham as minhas letras e àqueles que escrevem e acabam propositalmente ou não por incentivar a bela e difícil jornada pré-médica nos momentos em que mais necessito de aconchego.
Aos que, além dos livros me fazem companhia em instantes de solidão, obrigada!
De volta à vida, farei-me mais presente nos dias que seguem.

12 dezembro 2011

QUERIDO PAPAI NOEL,



Não havia percebido o quanto estamos próximos ao Natal! Este ano, como tantos outros, passou rápido o suficiente para me fazer perder nos meses que seguiam a mesma rotina anual e, finalmente, foi possível alcançar o dezembro de férias.
Poderia ignorar-te frente a tudo o que tentaram me fazer deixar de acreditar ao longo dos anos, poderia até discutir com quem não crê e vencer ao final, mas não tenho qualquer interesse em fazer com que concordem comigo na crença ou descrença relacionada ao velhinho barbudo que viaja em um trenó e desce chaminés.
Apenas penso em conversar com o ser não-ser que povoou e faz parte ainda da infância de muitos. Conversa sincera de agradecimentos sinceros e suaves pedidos, palavras minhas para ti, letras casadas e lançadas ao sul, pólo em que dizem que há sua fábrica de sonhos construída.
Tive muitos Natais, datas sempre comemoradas em família, dias regados a presentes e alguma comida, mas não é a isso que agradeço, pois sei o quanto inúmeras pessoas transcorrem a mesma data sem que haja alteração da sua rotina por não possuírem dinheiro suficiente para tal ou mesmo por não terem uma família com quem compartilhar sorrisos.
Agradeço por ter conseguido a cada Natal amadurecer um pouco mais e preocupar-me com quem me rodeia, agradeço por não deixar perder a esperança no meio do caminho e por buscar por sonhos a serem conquistados por mim e até por desconhecidos que meu caminho cruzam.
Sou grata também pela capacidade adquirida de enxergar às possibilidades presentes no horizonte da vida, embora estas apareçam sob névoa às vezes e também por haver em diferentes locais do planeta pessoas que se importam com o próximo e, como um beija-flor, fazem sua parte levando alegria à casa dos que não possuem tantas provisões.
E como humana que sou, não poderia encerrar esta singela cartinha sem fazer alguns pedidos. Solicito ao Noel, papai do Natal, que faça o possível para visitar sempre mais casas, principalmente aquelas carentes de carinho nas quais as crianças são tratadas como adultos antes de possuírem idade suficiente para isso. Poder ser criança e encontrar entretenimento entre a infinidade do quintal faz aparecer um algo especial ao olhar de quem quer apenas acreditar e sorrir, correr e brincar.
Não são presentes materiais os relevantes, apesar destes fazerem surgir sorrisos nos lábios dos menores. O que importa é a fé de continuar sempre na luta diária que pode ser tênue ou árdua, a motivação guardada no coração e pronta a ser utilizada em momentos cruciais nos quais pode haver desistência da busca por realizações e a capacidade não se deixar abater por obstáculos que posam surgir. Isso eu peço para todos, sem distinção de classe social, raça, religião ou mesmo de grau de afeição.
Desejo amenidades e até milagres aos povoadores de leitos hospitalares e ainda afeição por parte do corpo clínico que, embora pense ser responsável apenas pela cura farmacológica, é também dotado re responsabilidades sociais e emocionais para com seus pacientes. Cumprimentos sinceros e esclarecimentos são também presentes!
Para mim, enquanto pessoa, somente desejo que me faça acreditar no brilho das escolhas feitas sem recuar ante as dificuldades. Desejo acima de tudo escutar dia após dia o som da felicidade emanado por uma criança com cachinhos barrocos, olhos amendoados e sangue que também é meu.
Espero, Papai Noel, que possa ler isso entre as estrelas que separam a realidade da brincadeira natalina. São palavras escritas e lançadas não ao vento, mas a uma rede que funciona como se fosse brisa e, como tal, é capaz de transmitir a mensagem imaginada. Não é necessário certeza sobre sua existência, na verdade nem é preciso pensar a esse respeito. Essencial somente é trazer à tona a bondade que há em algum lugar nos seres humanos, se não nos outros meses do ano, em dezembro.
Que a internet, com suas renas e sacos mágicos, possa de alguma forma ser o Papai Noel de alguém. Que as chaminés sempre abertas recebam sempre o que há de melhor: carinho, atenção, esperança, sonhos, possibilidades, amizade. E que o Papai Noel de vestes vermelhas e botas negras não deixe de existir no coração dos pequenos que ainda precisam ter esperança na vida já que são o futuro que poderíamos gostar de ter e no coração também dos grandes que precisam de alguma forma contribuir para que isso aconteça. Que a cada dia transcorrido mais luzes se acendam e pisquem sem parar!

Despeço-me apenas com um até breve, de uma amiga que desacreditando acredita em alguma magia natalina.


21 novembro 2011

Perdem-se noites e não esperanças




‎"De grão em grão a galinha enche o papo?" (Diz o ditado popular)
"Perdendo noite após noite, o estudante de Medicina se enche de olheiras." (Diz o ditado mais verdadeiro da Medvida)
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A verdade é que ganhando ou perdendo noites, vivendo ou não a vida lá fora, há uma vida no quarto que de certa forma escolheu pessoas para mais cedo ou mais tarde serem estudantes de Medicina e futuros Médicos. Isso mesmo, escolheu! E menciono dessa forma, por estar certa que pessoas que escolhem, se o faze por fazer, não toleram, não são capazes de deixarem de ser indivíduos dotados de necessidades físicas e emocionais para serem instrumentos sedentos por conhecimento, por ciência, por vida que, por mais que não seja a sua, atrai, conquista.
Para tal não basta escolher, é essencial ser escolhido, não por dom, mas por dedicação...
O estudante de Medicina esquece que amigos saem para baladas ou, se lembra-se, o faz apenas para desejar belas noites e permanece na maioria das suas entre letras que a certa hora dançam e fazem dançar.
Sabe que há uma família lá fora em algum lugar, mas por dias consecutivos encontra os seus somente nos sonhos bons, sonhos cochilados sobre as páginas.
O estudante de Medicina abdica de si, conquista troféus que são exibidos nos olhos cansados e decorados...
E ainda assim não desiste, não se arrepende da escolha que o encontrou, escolha aceita!
Ainda assim, escolhe ser dia e noite, mesmo que lhe arda os olhos!
Ainda assim, com a história dita nos olhos e na postura tênue, continua MedSer!
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Semanas de provas difíceis, olho para os lados e me vejo espelho de colegas que como eu arrastam-se por corredores de tão cansados que já estão e o mais incrível é que, mesmo sem poder localizar em tempo e espaço o dia em que cada um conseguiu ter uma boa noite de sono, mesmo sem previsão para a chegada do instante em que o sono poderá ser abraçado e aconchegado entre panos e colchão, percebe-se felicidade no ar. Não há arrependimento, não existe reclamação qualquer, não percebe-se lamento.
O coração abraçou a escolha que um dia fará a diferença na vida de muitos e isso importa. Viveremos assim, felizes embora chorosos de saudade, desesperados com provas e provas, por alguém que, embora desconhecido, merece após encontrar conosco provavelmente em um corredor de hospital, ter saúde e ter vida de verdade, dessas nas quais é possível dormir e comer nas horas certas, amar e ser amado todos os dias sem exceções emergenciais, dessas que não passam dos limites da nossa fértil imaginação que cria e recria um mundo nosso e não deixa de desejar que seja sempre assim.
Sem reconhecimento nem agradecimento. Não é o almejo... Busca-se pulso, procura-se sinais vitais e entre eles apenas um discreto sorriso não gargalhado, manifestado apenas através do leve movimentar do canto de lábios após a cura de uma dor. Esse é o pagamento maior, são os honorários que cobrem as noites em claro ou mal e pouco dormidas, bem estudadas e sofridas de saudade.



02 novembro 2011

Hoje, oração aos anônimos da Medicina



Teu corpo sem vida, despido e frio, teu rosto anônimo e tua inércia se entregam às minhas mãos, como se quisessem oferecer-me a chave dos enigmas que a minha sede de conhecimento precisa desvendar. E meu bisturi ousou perturbar teu descanso.
Ali, naquele momento, nada mais poderia ser feito por ti, pois tu já havias partido. Porém, ultrapassado a barreira da morte, teu corpo ajudou-me a compreender melhor os mistérios da vida, os saberes transcritos em cada centímetro teu e que tornarão possível ainda o salvar de inúmeras vidas em teu nome. E por isso te agradeço neste dia de finados.
Agradeço e rogo pelo teu descanso, faço uma oração que talvez não haja quem faça neste dia por ti, companheiro eterno e veículo da ciência. Sem saber se na vida foi lembrado, sem possuir conhecimento qualquer a respeito dos dias teus, se transcorreu em família ou na ausência dela, se um trabalho te ocupou a mente ou se um amor povoou teus pensamentos, afirmo-te apenas que valerá a pena o que involuntariamente tem sido realizado através de ti.
Descanse em paz, deixe que agora e sempre nos cansemos incansavelmente em favor do conhecimento e das vidas que poderão ser salvas!

31 outubro 2011

Verdadeiro Halloween?



Dia que alguns admiram e outros não consideram. Dia que às vezes chega a ser desacatado sem que ao menos se saiba o sentido da palavra ou significado: Halloween!
Bom, então vamos à origem da data 31 de outubro divulgada mundialmente.
A palavra Halloween tem origem na igreja católica, vem de uma corrupção contraída do dia primeiro de novembro. Todo o "Dia de Buracos" ou "Dia de Santos" é um dia católico de observância em honra de santos, mas no século VdC, na Irlanda Céltica, o verão oficialmente se concluía em 31 de outubro e havia um feriado "Samhain" considerado ano novo céltico.
Alguns bruxos acreditam que a origem do nome vem da palavra hallowinas (nome dado às guardiãs femininas do saber oculto das terras do norte (Escandinávia). Halloween marca, então o fim do verão e início do ano novo, além de celebrar também o final da terceira e última colheita do ano, com início do armazenamento de provisões para o inverno e início do período de retorno dos rebanhos do pasto e renovação de suas leis.
Era uma festa como vários nomes (Samhain, Samhein, La Samon) que representava festa do Sol, mas que foi divulgada com seu nome escocês Halloween.
Uma das lendas celtas fala que os espíritos de todos que morreram ao longo daquele ano voltariam à procura de corpos vivos para possuir e usar pelo próximo ano. Os celtas acreditavam ser a única chance de vida após a morte, defendiam todas as leis desse espaço e tempo, o que permitia, segundo eles, que o mundo dos espíritos se misturasse com o dos vivos.
Como os vivos não queriam ser possuídos, na noite do dia 31 de outubro apagavam as tochas e fogueiras de suas casas para que elas se tornassem frias e desagradáveis, colocavam fantasias e ruidosamente desfilavam em torno do bairro, sendo tão destrutivos quanto possível, a fim de assustar os que procuravam corpos a possuir.
Os romanos adotaram as práticas celtas, mas no primeiro século depois de Cristo abandonaram esses valores. O Halloween foi levado aos Estados Unidos em 1840 aproximadamente por imigrantes irlandeses que fugiam da fome pela qual seu país passava e já neste país, uma das grandes potências mundiais, passou a ser divulgado como Dia das Bruxas.
A partir daí, muito mito surgiu, e com o mito também o preconceito sobre uma data cultural irlandesa que muitas vezes mistura-se com abóboras, gatos pretos e bruxaria. Interessante seria se todos se permitissem conhecer o significado e, a partir daí, poderiam com propriedade fazer uso do direito de repudiar ou não a data ou mesmo de ignorá-la apenas.

23 outubro 2011

Eu de mim



Eu de mim sempre faço ser igual e diferente, carente sem querer,
Vivo hoje, acordo ontem, sou cada entardecer!
Respondo olhar, falo pensamento, ouço cada intento?
Secreto cores, espalho amores...

Eu de mim espero tudo e nada, risada e bem saber,
Excito vida, procuro aflita, o samba a me envolver!
Viajo calado, grito abafado, felicidade que há em algum dentro meu
Reflito dores, relato flores...

Eu de mim sempre coro de prazer por viver!
Esqueço lembrando, lembro de esquecer, acordo em cada amanhecer...
Fico parado, contemplo momentos, disfarço alentos?
Troco calores, mantenho vigores... e amo os amores!

(por Jôze Paiva)

21 outubro 2011

Natural sentir...



O sol que te abraça em raios acalenta o dia que nem meu é
A chuva que acaricia flores no jardim goteja de mim...

A brisa suave entre árvores escorrega entre meus cabelos convidando a dançar
A lua que tanta escuridão clareia emana luz também ao meu lugar?

A relva convidativa na campina faz correr só de lembrar
A neve que te traz paz com seu branco até tenta me alcançar!

O rio que te procura entre margens e pedras não consegue até mim chegar
As estrelas a brilharem sobre mim fazem lembrar a esperança que em algum lugar está!

O mar de imensidão azul ou verde nem preenche parte do meu esperar
A noite serena que chega fazendo meditar inunda um olhar que de tão longe virá...

O dia amanhã a despontar, talvez seja diferente, ou pode até assim continuar!
Vai depender de como na vida o balançar movimentar...

(Jôze Paiva)

20 outubro 2011

Vai passar... cedo ou tarde!



Como parar para escrever em um dia como o de hoje que as minhas forças parecem terem sido extraídas à força? Talvez haja como, pois entre escrever e sentir, difícil é sentir... escrever é consequência.
E as letras fluem na mesma proporcionalidade que o rio que percorre meu rosto em forma de lágrimas. Justamente este o problema de parar e escrever... injusto transcrever momentos ruins que já são tantos no cotidiano. Como nem sempre pode-se controlar sentimentos e seria inadequado forjar uma escrita oposta a eles, coloquei-me à frente do computador.
Quem sabe parte da angústia desaparece entre as letras, espaços e sinais de pontuação! E que se vá rápido!
Que o misto de saudade e fraqueza dissolvam-se e a magia da vontade de prosseguir retorne, pronta a me acolher em seus braços, pois é preciso continuar.
Há muito o que ser estudado, há um infinito a ser feito e simplesmente permaneci grande parte das horas do dia entre minutos de desocupação completa. Queria somente dormir e sonhar com outro lugar a estar hoje... a minha família!
Desejo abraço e carinho, quero também lembrar de esquecer este sentimento do lado de fora de casa e coração, pois ele aflige, impede de enxergar o horizonte que almejo e evita que meios de progresso (estudo, e muito estudo!) sejam providenciados.
Segundo uma música escutada há tempos, eu sei que vai passar, cedo ou tarde; o que não sei é se vou ficar bem nesse meio tempo. E sei que não há tempo, cada segundo de fé e esperança é valioso!


19 outubro 2011

Mais esperança, menos desistência



"Desistir?
Já pensei seriamente nisso,
mas nunca me levei realmente a sério.
É que tem mais chão nos meus olhos
que cansaço nas minhas pernas,
mais esperança nos meus passos
que tristeza nos meus ombros.
Há mais estrada no meu coração
que medo na minha cabeça."

(Salete Hubner)

18 outubro 2011

Dia do Médico - Aos anjos de bata branca



MÉDICOS SÃO ANJOS

Quem são esses anjos de bata branca
Que escondem suas asas
E não mostram suas dores
E esquecem que são gente
E, como gente, também sonha
Também ama, também sente,
Também chora e padece
E adoece como a gente?

Quem são esses anjos de bata branca
Que escondem seus temores
E sacrificam seus amores
E esquecem que são homens
E, como homens, necessitam
De abraços para os acolher
De afetos e cuidados
De quem siga ao seu lado
Lembrando-lhes de viver!

Esses anjos são humanos,
São adultos, são crianças
Eles tratam dos enfermos
E semeiam esperanças.
Aliviam sofrimentos
Cicatrizam as feridas
Reconstroem sentimentos
Dão a vida pela vida.

São tão frágeis, são tão fortes
Sentem a dor que a gente sente
Diante da vida são heróis
Diante da morte, imponentes.
E embora a vida os faça crentes ou ateus
Todos esses anjos são instrumentos de Deus,
São meninos, são gigantes
São humanos simplesmente...

16 outubro 2011

Saberia, mas...



Saberia contar-te meu segredo e poderia fazê-lo, mas você já sabe o quanto te amo. Ocupo-me, então, em somente sussurrar-te somente para não te deixar esquecer.
Saberia beijar-te os lábios e poderia fazê-lo, mas não é que me compete hoje. Ocupo-me em acariciar teu rosto para certificar-me que tua presença não é sonho.
Saberia falar sobre nós dois como ninguém, mas ultimamente tenho calado. Ocupo-me em deixar-me envolver pela melodia da voz tua.
Saberia ficar se preciso fosse, sem nunca sair do teu lado, mas as raízes não correspondem ao amor se precisam aprisionar. Ocupo-me em sair novamente para certificar-me que meu lugar realmente é ao teu lado.
Saberia controlar cada emoção sentida, mas em momento algum tive essa vontade. Ocupo-me em enlouquecer à luz de sol ou lua.
Saberia até esquecer-te se fosse para o bem teu, mas seria a decisão mais difícil a ser tomada. Ocupo-me, então, em recordar as lembranças que contam minha, tua, nossa história.

(por Jôze Paiva)

15 outubro 2011

Uma hora faz diferença



Estive pensando a respeito de todas a mudanças adiadas. Sabem aquelas modificações que precisam realmente ser feitas e de alguma forma são transportadas para baixo do tapete da sala, onde permanecem esquecidas e empoeiradas dentro de nós?
Bem, hora de mudar de atitudes. Hora de modificar a vida nossa de cada dia, minuto de trazer à realidade um colorido que tenha mesmo cores e não arco-ires em escala de cinza a fim de economizar emoções e decisões.
Assim sou eu, assim é o Brasil. Brasil que vê hora para mudar a hora e deixa empoeirar as boas idéias, as mais dignas atitudes. Chega mais um horário de verão, fala-se nele e dele são extraídas linhas e linhas de assuntos evitáveis, o que inclui este post.
Chega e vai embora sem que se vão também injustiças sociais e violência, sem que deixemos de assistir entre as chamadas de lembrete de adiantamento do relógio reportagens sobre corrupção. Chega hoje que era para ser quase ontem ainda e recebe holofotes por ser mudança que para ser mudada não depende de nós. Por não depender de nós, é mais fácil falar, é simples criticar, torna-se impossível esquecer de fazer todos os anos, afinal depende do tempo apenas.
E o que depende de cada um é mais uma vez colocado embaixo do tapete...
Que haja em breve mudanças de atitudes, que possamos deixar de passar assobiando perante a vida que não gostaríamos de ver pela janela e que um dia o horário de verão seja assunto ressaltado entre boas notícias! Que eu não reclame a hora perdida por não haver mais motivos tão entristecedores que me façam lembrar: uma hora faz diferença se as pessoas pensam e decidem enfim mudar de atitude - para melhores atitudes!

17 agosto 2011

Ciências da saudade minha!



Saudade do balanço e da alegria que você emana somente pelo fato de existir. Hoje está particularmente difícil suportar a falta que sinto das pessoas, das minhas pessoas, embora nunca seja fácil fazê-lo.
Não há livro de anatomia que me faça esquecer os detalhes das partes do seu corpo do qual tanta falta sinto!
Não há conteúdo histológico que supere o valor que há para mim depositado em cada célula sua!
Não há bioquímica que deixe fazer esquecer que o que me nutre na realidade é o amor maior a cada dia!
Não há imunologia que encontre solução à carência de defesas minhas contra a saudade que invade sem pedir licença!
Não há microbiologia que explique os ataques de silêncio provindos não de microorganismos do meio e sim da solidão!
Não há parasita de parasitologia qualquer que atinja mais o coração meu que é seu!
Não há conhecimento clínico maior que o conhecimento sobre o meu ser que é completo somente ao seu lado!
Ah que saudade...
Saudade que nem me deixa mente livre para estudar tudo o que preciso! E o que preciso em estudo é menos do que o que necessito em abraço!

14 agosto 2011

De qualquer forma, parabéns para mim



Não queria muito. Não poderia querer muito além de um sorriso, de um abraço sincero, de uma palavra de criança. É o que quero para o meu aniversário, seja ele daqui a cinco minutos ou em um outro minuto qualquer que eu possa escolher para comemorar da forma que mais confortar.
Não que não possa comemorar agora, com tantos aqui. Posso. Mas não quero. Não quero bolo nem velinha sem parabéns de criança. Então prefiro esperar para descobrir um aniversário novo em um dia inusitado no qual mãos infantis possam aplaudir freneticamente o parabéns que desejo ouvir.
Quero aniversário de casa, em casa... Sem anatomias ou quaisquer outras ciências que falem de saúde ao invés de escreverem felicitações. E é a primeira vez que modifico transitoriamente a data fictícia de nascimento meu, embora não saiba se vai ser a última já que prefiro comemorar em família esta data que é de família do que seguir à risca a data escrita em um documento.
Vale mais o que escrevi no coração todos estes anos! E escrevi muito, escrevi torto tentando acertar e reescrevi por muitas vezes. Me recuso apenas a tentar apagar. Não é preciso borracha... É preciso apenas estar junto! De qualquer forma, parabéns para mim, mesmo sozinha hoje... E novamente quando o parabéns for o tão esperado seguido de lábios infantis para ajudar a assoprar a velinha, afinal não sou mais eu, sou e serei sempre nós! E no meu aniversário, só tem sentido comemoração quando for para felicidade do "nós"!

Este dia também tem história: Dia dos Pais!



Dizem que o primeiro a comemorar o Dia dos Pais foi um jovem chamado Elmesu, na Babilônia, há mais de 4.000 anos. Ele teria esculpido em argila um cartão para seu pai. Mas a instituição de uma data para comemorar esse dia todos os anos é bem mais recente.
Em 1.909, a norte-americana Sonora Louise Smart Dodd queria um dia especial para homenagear o pai, William Smart, um veterano da guerra civil que ficou viúvo quando a esposa teve o sexto bebê e criou os seis filhos sozinho em uma fazenda no estado de Washington.
Foi olhando para trás depois de adulta que Dodd percebeu a força e generosidade do pai.
O primeiro Dia dos Pais foi comemorado em 19 de junho de 1.910, em Spokane, Washington. A rosa foi escolhida como flor oficial do evento. Os pais vivos deviam ser homenageados com rosas vermelhas e os falecidos com flores brancas. Pouco tempo depois, a comemoração já havia se espalhado por outras cidades americanas. Em 1.972, Richard Nixon proclamou oficialmente o terceiro domingo de junho como Dia dos Pais.
O pai brasileiro ganhou um dia especial a partir de 1.953. A iniciativa partiu do jornal O Globo do Rio de Janeiro que se propôs a incentivar a celebração em família, baseado nos sentimentos e costumes cristãos.
Primeiro foi instituído o dia 16 de agosto, dia de São Joaquim. Mas, como o domingo era mais propício para as reuniões de família, a data foi transferida para o segundo domingo de agosto. Em São Paulo, a data foi formalmente comemorada pela primeira vez em 1.955, pelo grupo de Emissoras Unidas, que reunia Folha de São Paulo, TV Record, Rádio Pan-Americana e a extinta rádio São Paulo.
O grupo organizou um grande show no antigo auditório da TV Record para marcar a data. Lá, foram premiados Natanael Domingos, o pai mais novo, de 16 anos; Sílvio Ferrari, de 96 anos, como o pai mais velho; e Inácio da Silva Costa, de 67 anos, como o campeão em número de filhos, um total de 31.
As gravadoras lançaram quatro discos em homenagem aos pais. O maior sucesso foi o baião É sempre Papai, com letra de Miguel Gustavo, interpretada por Jorge Veiga. O Dia dos Pais acabou contagiando todo o território brasileiro e até hoje é comemorado no segundo domingo de agosto.
Muitos países têm datas especiais para homenagear os pais. A Inglaterra e a Argentina também comemoram a data no terceiro domingo de junho. Na Itália e em Portugal, a homenagem acontece no dia de São José, 19 de março. Na Austrália, é no segundo domingo de setembro. E na Rússia, no dia 23 de fevereiro.
Não há regra... Pode-se acompanhar a data festiva do país de origem, do país no qual se mora ou uma mais íntima em família. Quem não pode estar com seu pai ou seu filho hoje, pode escolher algum outro dia especial para estar junto e proporcionar a ambos o maior presente de Dia dos Pais e filhos: um abraço carinhoso e demoradamente sincero mesmo que só em pensamento e sentimento no caso daqueles que têm pais brilhando no céu!


05 agosto 2011

¡ ɐ p ı ʌ - ɐ n s - ɐ u - ɐ p ɐ ɹ ı ʌ - ɐ ɯ n - ǝ p



Pare. Pense. Olhe. Veja. Sorria. Lembre. Seja. Queira. Suspire. Respire. Trema. Ore. Grite. Cale. Ouça. Role. Chore. Implore. Corra. Pule. Pare. Reflita. Reaja. Volte. Vá. Murmure. Ame. Risque. Rabisque. Apague. Recorte. Cole. Separe. Junte. Brigue. Reate. Refaça. Esqueça. Desculpe. Memorize. Valorize. Repita. Permaneça. Mude. Plante. Colha. Fique. Fuja. Acalme. Faça. Viva. Dê uma virada na sua vida!
(Jôze Paiva)

04 agosto 2011

Sal nosso de cada dia

Sal nosso
(Jôze Paiva)

Sal na mesa
Sal na vida ,
Sal de partida!
Sal que salga o dia
E traz desarmonia
Sal grosso
Sal do mar,
Sal de mim
Sai de mim!
Sal da aurora...
Sal no vento
Sal do mundo!
Sal que leva embora a alegria...
Por instalar patologia.
Diga não a esta agonia!

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CAMPANHA: consuma com moderação!
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Corpo, mente e vida agradecem, faça bem a si e aos que o amam hoje, através da redução no consumo de sal e alimentos embutidos e/ou enlatados, processados diversos que o contém em grande teor mesmo que nem sempre os consumidores saibam disso e podem provocar a curto e longo prazo inúmeras doenças, dentre as quais hipertensão arterial e alterações cardiovasculares.
Mesmo quem possui saúde plena precisa se cuidar. Não se pode tirar o olho da saúde e, no caso do sal, não se pode tirar a mão de alimentos naturais que devem ser priorizados ou pelo menos dos que têm baixa quantidade do mesmo.
Temperos então, só os naturais, pois aqueles pacotinhos tão atraentes que prometem sabor característico aos alimentos trazem conservantes e quantidade de sódio (sal) que pode prejudicar a saúde.
Alimentação faz parte dos cuidados gerais e primordiais. Sal é inimigo sim dos seres humanos e deve ser tratado como tal, independente da idade ou da situação. É preciso evitar o consumo e orientar para que pessoas queridas, próximas, façam o mesmo!
Cuido de mim por mim, por quem me ama e para quem me ama. Você faz o mesmo? Pense nisso!

Somos 100!


São 100 pessoas na minha pequena grande família virtual. Que bom que muitos confiaram e desejaram de alguma forma fazer parte deste espaço! Agradeço de coração e espero sinceramente que cresçamos a cada dia tanto em número quanto e, principalmente, em experiências trocadas e em aprendizados construídos com o que conhecemos a respeito de cada um.
Que o MULHER DE JALECO acumule mais e mais amigos, que estes amigos sejam verdadeiros e que conquistem e se deixem conquistar aos poucos...
E que não se entristeçam com algumas sumidinhas prováveis minhas, não que sejam premeditadas... A Medicina minha voltou a me exigir o melhor que posso ter!

Paciência nos meus caminhos



"Preciso de paciência porque sou vários caminhos, inclusive o fatal beco sem saída."
(Clarice Linspector)

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Preciso viajar amanhã e não consigo comprar a passagem que me levará a mais um período de estudos. Não quero ir, mas ao mesmo tempo não quero deixar de fazê-lo. Por isso tenho deixado de postar. Estou utilizando a inspiração para reunir coragem novamente. Desistir não me compete, só lutar em busca da realização dos meus sonhos. E não é assim que tem que ser?
Somente poderei fazer feliz os meus se estiver, de alguma forma, em paz comigo mesma. Tentarei novamente comprar a passagem e conseguirei! Irei para voltar sempre, afinal.
Paciência para encarar o beco sem saída que, embora me faça sofrer pela saudade com a qual não sei lidar, me faz feliz também. Que recomecem as aulas, que recomece a saudade, que venham as lágrimas!
Colegas chamam e família empurra... Até logo, então ao lar, local onde deixo meu coração....

28 julho 2011

Vivendo no parque de sonhos



Quase chegando o dia de sair da minha vida de verdade e partir novamente à de brinquedos e sonhos. Como em um parque de diversões no qual surgem lágrimas perdidamente a escorrer pela face, algumas vezes de felicidade, outras de saudade...
E quem já não sonhou acordado um dia ou viveu a sonhar enquanto dormia pela vida?
Certamente não sou e não serei sempre a única; contudo serei para mim especial, principalmente frente àquele pequeno ser de grandes olhos castanhos que tanto admira o que sou somente pelo fato de ser e estar ao seu lado como mãe.
E não só eu, todos são especiais, todos são únicos em algo, embora inúmeros em outro algum qualquer.
E assim seguimos... Esperando a vida passar para continuar a sonhar?
Não! Passando, passeando e brincando no parque dos sonhos em parceria com a vida... Dormindo ou acordados, estaremos sempre fazendo de cada dia um brinquedo daquele parque de diversões que visitamos em um domingo de infância. Brinquedo com ou sem emoção, com ou sem susto, com ou sem sorrisos. Dependerá unicamente de nós.
Hoje, não sei quanto a você, mas meu brinquedo traz um pouco de medo. E gosto de sentir medo misturado à emoção e a felicidade. É como se estivesse realmente viva, apesar de ainda estar sonhando!
(Jôze Paiva)

26 julho 2011

Leite-amor



Alimentação de bebê não é por eles escolhida. É escolha alheia. Um alheio que pode mudar uma vida e variar o pequeno, indefeso e especial ser bebê em instantes. Pode fazer...
...mal ou BEM!
...chorar ou SORRIR!
...calar ou BALBUCIAR!
...fechar ou os olhos ABRIR!
...estacionar tamanho ou CRESCER!
...do que se come vai depender! Depende do que filho come, do que mãe ingere, pois bebês precisam de aleitamento materno nos primeiros seis meses, necessitam de inclusão de alimentos saudáveis a partir do sexto mês de vida (frutos, sucos, papinhas salgadas sem gordura ou produtos artificiais) e mais que isso, é essencial que a mamãe, de primeira ou muitas viagens, viajando de pára-quedas ou de balão, saiba que seu pequeno protegido depende de muito mais que banhos e trocas de fraldas e se informe para saber o que fazer nas horas meio incertas que sucedem o parto. É o saber principalmente que sua alimentação também importa enquanto amamenta. E como importa! E, portanto, passar a modificar antigos e estabelecidos hábitos alimentares, evitar certos alimentos (café, pimenta, repolho, refrigerantes, frituras, produtos artificiais dentre outros), precisa priorizar outros (água e líquidos em geral, refeições coloridas e diversificadas para proporcionar maior quantidade de nutrientes).
Isso tudo porque, se a mamãe passa constantemente amor ao seu filho, passa também nutrientes através do leite materno. E certamente é aconselhável que sejam os melhores nutrientes possíveis para que aquele amor possa valer a pena e ser bem aproveitado quando uma criança um dia vier a correr saudável nas campinas próximas.
Ser mãe não é padecer no paraíso como muitos dizem. É uma dádiva que faz viver mais a cada dia neste paraíso infantil tão belo e doce! Doce paraíso, doce mundo, mas preferencialmente sem doces em excesso durante as refeições, antes ou após.
E quem não é, conhece quem seja. É responsável também, pode ser participativo no bom desenvolvimento de uma criança. Então, se tiver informações a dar ou mesmo orelhas a puxar, não pense duas vezes antes de fazer isso.
Um dia, um adulto crescido agradecerá. E, se não agradecer, nos seus olhos você verá o reflexo da gratidão própria por ter feito sua parte, pela boa ação escrita em letras douradas no seu destino.

25 julho 2011

Nada além do que quis



O que mais importaria ao final de tudo senão ter vivido como se quis?
Somente ter amado e ter sido amada grandiosamente, ter sido bondosa e benevolente, ter estado em muitos lugares e em lugar algum, ter estirado a mão e aceitado acalento, ter sido única, excêntrica ou quieta, ter gritado ou calado, ter estado como vitoriosa, ter amadurecido com a lição da derrota, ter visto pássaros e roçado em flores, ter voado em barcos ou navegado em aviões, ter sorrido como e com uma criança, ter agradecido algo de coração, ter pedido ou aceito desculpas, ter cantado ou dançado algum dia, ter visto estrelas na madrugada, ter tomado banho de chuva ou de sol e finalmente e, dentre tantas outras maravilhosas situações presentes em uma vida, afinal, escolha após escolha, acertando à sua maneira , ter sido da forma que quis...
E não importa qual forma seja esta ao final de tudo, nada importa além de ter vivido como se quis!
(Jôze Paiva)

Anjos



Sabe o que há de mais belo nos anjos? A capacidade de subir sempre, com ou sem asas, e fazer elevar também a alma dos que os rodeiam. E a tristeza vem, mas ela vai... E que vá ou que fique no chão enquanto somos arrebatados pelo anjo que há em nós, enquanto nos deixamos imaginar que, no fundo, embora apenas nos sonhos, somos também anjos!
(Jôze Paiva)

Um ruído conduz



Um rumor alcança meus ouvidos. Rumor interno de prece, de súplica... Implora paciência e perseverança ao mesmo tempo que define positividade, que expande minha capacidade de estar bem, de ser quem verdadeiramente sou, apesar dos conflitos internos e externos.
Ruído ameno, porém gritante. Esvoaça meus cabelos quando passa. Despe as angústias, reafirma e faz recordar a pessoa que nasci para ser. Faz com que eu empurre a mim mesma em alguma direção que talvez tenha esquecido por instantes.
Alma leve, sorriso leve, pensamentos fluentes, claros, personalidade persistente diante das dificuldades. O ruído que grita em mim resgata essência que o cotidiano tenta roubar sorrateiramente, dia após dia.
E eu ouço sem saber porque simplesmente por ter certeza da procedência. É o som íntimo meu, ondas que vêm de mim, por mim.
Surge um rumor sempre que a vida ameaça me fazer esquecer quem sou e, com os cabelos ainda desalinhados pelo sopro do que ainda me leva a continuar a ser quem sou desde o berço, ergo a cabeça, fecho os olhos e sigo sempre em frente, sigo escutando sem ouvir, sigo com aquele eu que novamente desabrochou e desabrocha sempre que algo ameaça fazê-lo partir.
(Jôze Paiva)

23 julho 2011

Primeiro selinho recebido!



Este selinho foi indicado pela Sheila do acalanto.com. Fico satisfeita em saber que algumas pessoas gostam de ler o que posto. Saibam que é de coração, por um motivo ou outro...
Como manda o figurino, indicarei 5 blogs que também receberão o selinho, desta vez encaminhado por mim. Muitos blogs me encantam pela capacidade informativa, pela possibilidade de me fazer sonhar ou pelas dicas que sempre me auxiliam. Só poderei indicar 5 agora, mas há outros que certamente serão recompensados em listas futuras pelas escritas formidáveis.

1- Scape Break no endereço http://scapebreak.blogspot.com
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2- Doce inferno pessoal no endereço http://umpoucodoce.blogspot.com
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3- Mulher de 30 no endereço http://mulhertrinta.blogspot.com
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4- Recomeçar no endereço http://euemmim-recomecar.blogspot.com
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5- Let It Be no endereço http://deixaaser.blogspot.com
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Regras:
Postar o selinho no blog para que todos possam ver o quanto seu blog é show;
Indicar 5 blogs que você acha que são show;
Notificar ao blog.

Ora eu, ora você



"Olha, eu sei que o barco tá furado e sei que você também sabe, mas queria te dizer pra não parar de remar, porque te ver remando me dá vontade de não querer parar também. Tá me entendendo? Eu sei que sim. Eu entro nesse barco, é só me pedir. Nem precisa de jeito certo, só dizer e eu vou. Faz tempo que quero ingressar nessa viagem, mas pra isso preciso saber se você vai também. Porque sozinha, eu não vou. Não tem como remar sozinha, eu ficaria girando em torno de mim mesma. Mas olha, eu só entro nesse barco se você prometer remar também! Eu abandono tudo, história, passado, cicatrizes. Mudo o visual, deixo o cabelo crescer, começo a comer direito, vou todo dia pra academia. Mas você tem que prometer que vai remar também, com vontade! Eu começo a ler sobre política, futebol, ficção científica. Aprendo a pescar, se precisar. Mas você tem que remar também. Eu desisto fácil, você sabe. E talvez essa viagem não dure mais do que alguns minutos, mas eu entro nesse barco, é só me pedir. Perco o medo de dirigir só pra atravessar o mundo pra te ver todo dia. Mas você tem que me prometer que vai remar junto comigo. Mesmo se esse barco estiver furado eu vou, basta me pedir. Mas a gente tem que afundar junto e descobrir que é possível nadar junto. Eu te ensino a nadar, juro! Mas você tem que me prometer que vai tentar, que vai se esforçar, que vai remar enquanto for preciso, enquanto tiver forças! Você tem que me prometer que essa viagem não vai ser a toa, que vale a pena. Que por você vale a pena. Que por nós vale a pena.
Remar.
Re-amar.
Amar.
(Caio Fernando Abreu)
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E quantas situações há nas quais precisamos remar! Remar sem cessar, sem fatigar a vontade de estar sempre junto independente se em um avião a jato ou em um barco furado... Porque mesmo após afundar ainda poder-se-á nadar junto. E outro barco poderá surgir ao chegar da aurora! Então, um dia entrei neste barco, entramos. Remamos, permanecemos remando até hoje. Descobrimos que os furos nem são grandes, não são capazes de nos afundar. E continuaremos juntos, lado a lado, seguindo em frente, remando incansavelmente, enfrentando sol, chuva e tempestades juntos, sentindo o vapor suave do vento: juntos! Ambos segurando o barco nos braços às vezes. Ora eu, ora você...
(Jôze Paiva)


21 julho 2011

Entrelinhas de mim



Muitos e muitos não se importam com o silêncio alheio, consideram-se sem tempo para desvendar o que não é falado. E vão-se os pedidos de socorro, esvaem-se as tentativas gritadas nos olhares, desaparece nas entrelinhas balbuciadas o que realmente somos!
Infelizmente...

Na minha vida quero aqueles que verdadeiramente me compreendem.
Os que lêem os gestos,
E respondem olhares...
Somente quem for capaz de responder
A pergunta não perguntada,
O questionamento que não foi questionado,
Sem também dizer qualquer palavra!
Quem comigo puder dançar
Ao som inaudível da palavra invisível.

Ao lado destes serei quem realmente sou porque, ao entender os mistérios dos abismos que são os espaços entre uma palavra dita e outra, tornarão explicitas as letras que guardo apenas no olhar ou no palpitar do coração! E estes, embora poucos, existem!
Felizmente...

Duvido e ainda aconteço



"Nossas dúvidas são traidoras e nos fazem perder o que, com frequência, poderíamos ganhar, por simples medo de arriscar." (William Shakespeare)

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Difícil dizer que viveremos e teremos sempre certeza sobre tudo o que nos rodeia. A dúvida existe, ela não vai deixar de aparecer vez ou outra, seja no aspecto pessoal ou profissional. E ela pode trazer consequências positivas ou negativas, a depender da forma como se lida com ela.
É possível ter dúvida e deixar de arriscar, ter um medo consequente que impede os pés de darem mais um passo...
É possível ter dúvida e mesmo assim seguir em frente, não desistir, vencer o medo que surge, para ver o que, enfim, acontecerá...
Eu decido o que farei com minha dúvida. Ela pode me fazer retrair, mas pode me impulsionar e levar longe do espaço que meus olhos podem alcançar. Estou em dúvida agora... E vou decidir, não vou me deixar escolher. Decido arriscar, afinal, é melhor sentir nos lábios o sabor da coragem que reside no fato da pessoa conseguir enfrentar o medo e a dúvida do que passar o resto da vida imaginando o que teria sido se tivesse tentado. Recuso-me a passar o resto dos meus dias sem saber o sabor poderia haver na tentativa, mesmo que apavorada!
"Duvido e nem por isso deixo de acontecer."
(Jôze Paiva)

19 julho 2011

Há pedaços plagiados do MEU Mundo



Muito triste ver alguém surrupiar devagarinho uma ideia, uma palavra, uma frase sem ao menos se preocupar em colocar os devidos créditos.
Dizem que tudo na vida tem um lado ruim e esse é o lado ruim dos blogs: encontrar pelo caminho pessoas que não possuem bom senso para se dar conta de que o que não foi criado deve ser creditado.
Se é simples copiar frases ou textos, porque torna-se difícil transcrever também autoria?
Não resolve falar a quem não tem ouvidos, nem ouvir de quem não quer falar, muito menos procurar respeito de quem não tem escrúpulos, mas somente ficaria tranquila após pensar em voz alta que pedaços do meu mundo, são do MEU mundo e não do seu!
Se quer levar um pouco de mim, porque pelo menos não leva também o nome para lembrar-se que as letras agrupadas foram tecidas pela minha linha e agulha?

.......DIVULGUE, NÃO COPIE OU ALTERE!.......

Hoje é domingo!



Cismei que é domingo. Ponto. Nada que faça mudar de opinião, afinal, ainda estou de férias. Se estou de férias, com dias despovoados de ocupação, por que a semana tem que passar como outros querem e não como eu definir?
Não, não tem que fugir ao meu controle. Nas férias, eu decido. Se os dias estão desocupados, ocuparei-me em alterar a sua ordem na semana, ficarei horas inventando novos nomes, pensando nos velhos que hoje são atuais e mesmos amores. Me deixarei levar pelas canções mais suaves, pelo violão tocado na escada e pelas batidas pesadas se assim tiver vontade. Quem disse que não?
Após o findar das férias, todos os dias serão segundas-feiras, independente de serem ou não domingo, não haverá folga para sonhar acordada, nem dormindo porque difíceis serão as noites livres para deitar, dormir, sonhar...
Aproveitarei os dias de férias, então, para ditar as minhas regras, as que gosto de cumprir; contudo, há uma dúvida: se hoje, terça-feira, é domingo, que dia será amanhã, após a badalada da meia-noite?
Será domingo também! Ponto! Regra minha, cumprida, regra da felicidade de férias!
Férias de muitos dias claros ou escuros para aproveitar como queira, para sair e brincar com flores, para ficar e assistir filmes com pipoca, para dançar na chuva sozinha, para correr com criança na praça e deitar com amado na cama. E assim será enquanto do comércio não precisar, enquanto o banco não me solicitar, enquanto a vida eu puder parar, sem parar.
Domingo e ponto!

Pouco mais



Um pouco mais de cor
Àquela arte
Um pouco mais de aroma
Àquela flor
Um pouco mais de movimento
Àquele pássaro
Um pouco mais de vento
Àquele barco
Um pouco mais de lua
Àquela noite
Um pouco mais de brilho
Àquele vaga-lume
Um pouco mais de som
Àquele rio
Um pouco mais de luz
Àquele sombrio.
Um pouco mais de esperança
Àquela criança
Um pouco mais de papel
Àquela caneta
Um pouco mais de orvalho
Àquela planta
Um pouco mais de mim
Àquela vida!
(Jôze Paiva)

17 julho 2011

Máscara



Diga, quem você é me diga
Me fale sobre a sua estrada
Me conte sobre a sua vida

Tira, a máscara que cobre o seu rosto
Se mostre e eu descubro se eu gosto
Do seu verdadeiro, jeito de ser

Ninguém merece ser só mais um bonitinho
Nem transparecer, consciente, inconsequente
Sem se preocupar em ser adulto ou criança
O importante é ser você

Mesmo que seja estranho, seja você
Mesmo que seja bizarro, bizarro, bizarro
Mesmo que seja estranho, seja você
Mesmo que seja...

Tira, a máscara que cobre o seu rosto
Se mostre e eu descubro se eu gosto
Do seu verdadeiro, jeito de ser

Ninguém merece ser só mais um bonitinho
Nem transparecer, consciente, inconsequente
Sem se preocupar em ser adulto ou criança
O importante é ser você

Mesmo que seja estranho, seja você
Mesmo que seja bizarro, bizarro, bizarro
Mesmo que seja estranho, seja você
Mesmo que seja...

O meu cabelo não é igual
A sua roupa não é igual
Ao meu tamanho, não é igual
Ao seu caráter, não é igual
Não é igual, não é igual, não é igual

Diga quem você é, me diga
Me fale sobre a sua estrada
Me conte sobre a sua vida
E o importante é ser você

Mesmo que seja estranho, seja você
Mesmo que seja bizarro, bizarro, bizarro
Mesmo que seja estranho, seja você
Mesmo que seja bizarro, bizarro, bizarro
Mesmo que seja estranho, seja você
Mesmo que seja bizarro, bizarro, bizarro
Mesmo que seja estranho, seja você

(Pitty)

15 julho 2011

Homem? Hoje também é dia!



E começa um novo dia! Após o dia que foi determinado há pouco tempo como "Dia do Homem", irá amanhecer não outro, mas um mesmo sol afinal, motivo pelo qual não fiz homenagem honrosa ontem.
Dizem que mães têm um dia especial dedicado a elas; contudo são mães em todos os dias, são especiais nas vinte e quatro horas de cada dia, todos os dias são delas. Ouvi falar que, embora com dia exclusivo às mulheres, estas precisam ser consideradas especiais sempre, independente do mês ou semana, pois um só dia não seria suficiente.
Homens não são menos especias. Possuem agora também uma data comemorativa no calendário, mais uma que pode ainda não significar tanto em termos de festividades, mas um significado não deve ser esquecido entre tantos aos quais esta data pode reportar: há agora um número, mas todos os dias são também deles, dos homens.
Seres que, apesar de considerados pertencentes ao sexo "forte" são tão ou mais frágeis que as mulheres e sua força está em justamente conseguirem transformar sua fragilidade em fortaleza diante das situações adversas do dia-a-dia.
Homens não são imortais. Poderiam ser, é certo, mas não o são. Há, entretanto, um encantamento tímido na sua capacidade de ser mortal e nem assim conseguir deixar de existir perante as mulheres que os amam de alguma forma.
São especiais, tanto quanto as mulheres, nem mais, nem menos. Há também inúmeros adjetivos positivos que poderiam descrevê-los e estenderiam as frases e muito mais as entrelinhas dotadas de sobriedade com pitadas de excitação.
Deseja-se que todos saibam fazer bom uso dos bons adjetivos que trazem consigo desde o nascimento. Se mulheres são comparadas a anjos, homens também podem ser, desde que saibam usar suas asas.
Deixo então felicitações e ressalvas. Se ontem foi seu dia, hoje também é. Será sempre!
Parabéns aos homens que me rodeiam, aos que farão parte da minha vida um dia e aos que de longe, sem ao menos imaginarem que existo, possam ser capazes de fazer feliz uma mulher!
Um doce e carinhoso cupcake a cada um!


Mudança não inclui valores


Frase para o final de semana:

"Abra os braços para as mudanças, mas não abra mão de seus valores."
(Dalai Lama)

13 julho 2011

Arte que não cabe em mim




Esta arte não cabe em mim...
Meu espaço infinito não contempla tais razões.
Não há explicação para desamor
Para a exclusão
Ou perfeita imperfeição do sentir superior.
Não me povoa arte da invasão
Nem corrupção!
Deixa-me longe se houver qualquer distorção.
A arte da cobiça
Inveja desmedida
Não me excita
Aquela conversa escondida
O impróprio deboche
Empurram-me para longe,
Deixam-me perdida!
O olhar de despeito
Total ou pouco desrespeito
Fazem-me inquieta
São arte que não me cabe
Arte sem artista
Com ausência de ser altruísta!
Adeus ao egoísta
E resta então
Evitar a arte que não me cabe
Sem despedida fazer partir
Esta arte que não cabe em mim...
(Jôze Paiva)


Eu nas palavras dela




"Gosto dos venenos mais lentos, das bebidas mais amargas, das drogas mais poderosas, das idéias mais insanas, dos pensamentos mais complexos, dos sentimentos mais fortes... tenho um apetite voraz e os delírios mais loucos.
Você pode até me empurrar de um penhasco que eu vou dizer:
-E daí? Eu adoro voar!
Não me deem fórmulas certas porque eu não espero acertar sempre. Não me mostrem o que esperam de mim porque vou seguir meu coração. Não me façam ser quem não sou. Não me convidem a ser igual porque sinceramente sou diferente. Não sei amar pela metade. Não sei viver de mentira. Não sei voar de pés no chão. Sou sempre eu mesma, mas com certeza não serei a mesma para sempre."

por Clarice Lispector



Um voto à compreensão



No curso de Medicina, o professor se dirige ao aluno e pergunta:
-Quantos rins nós temos?
-Quatro! - Responde o aluno.
-Quatro? - Replica o professor, arrogante, daqueles que sentem prazer em tripudiar sobre os erros dos alunos.
-Traga um feixe de capim, pois temos um asno na sala. - Ordena o professor a seu auxiliar.
-E para mim um cafezinho! - Replicou o aluno ao auxiliar do mestre.
O professor ficou irado e expulsou o aluno da sala.
O aluno era, entretanto, o humorista Aparício Torelly Aporelly (1895-1971), mais conhecido como o "Barão de Itararé".
Ao sair da sala, o aluno ainda teve a audácia de corrigir o furioso mestre:
-O senhor me perguntou quantos rins nós temos. "Nós" temos quatro, dois meus e dois seus. "Nós" é uma expressão usada para o plural. Tenha um bom apetite e delicie-se com o capim.

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Moral da história: A vida exige muito mais compreensão que conhecimento. Não adianta conhecer algo a fundo se não puder parar, ouvir as pessoas e, muito mais que isso, compreendê-las.




Amor de mãe



Há na vida muitas pessoas a nosso redor; algumas bondosas de coração, outras nem tanto assim; algumas otimistas quanto ao amanhã, outras não se importam em imaginar o que virá além do hoje.
Destas, já conheci inúmeras. Altas, baixas, sorridentes, sérias... Mas entre todas uma será sempre um marco em minha história, apenas uma será heroína de contos de fadas na vida real. E esta pessoa é você, mãezinha!
Guerreira por si e por todos nós, relicário do qual jamais esquecerei, flor mais suave que já vi, pessoa de fé, de luta e de amor principalmente pelo outro. Agradeço a Deus por ainda poder contemplar isso até hoje, agradeço por perceber que és especial e te tratar como tal.
Espero encontrar muitos verões ao teu lado para poder sair ao sol de braços dados como sempre fizemos, simplesmente jogando palavras ao vento ou mesmo caladas, em um silêncio que fala por nós.
Aroma de café pela manhã, barulho de costura à tarde, ruído de novelas à noite, sabor que só você dá à comida! Seja qual for a memória, estas ou tantas outras, estaremos sempre juntas, seremos sempre únicas, você e eu. E olha que agora multiplicamos o amor que se estende ao nosso pequeno príncipe!
Amo-te muito, amarei-te sempre...

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Amor de mãe
Maior que o tempo
Mais leve que o vento
Amor de mãe
É forte, sincero
E traz alento
Amor de mãe
Que traz vida
Esperança
Em cada criança
Amor de mãe
Mulher incomparável
Inabalável
Amor de mãe
Sem explicação
Apenas forte e duradoura
Eterna paixão!


11 julho 2011

Triste realidade






Sem saúde há risco
Risco de ficar de fora
Risco de ficar sem leito
Risco de perder a hora
Risco de nada ser feito.

(Leila Perci)

10 julho 2011

Sopro do além que sou eu




Quero soprar no além para sentir o reflexo em uma brisa qualquer que me acalente nos dias de verão...
Quero fazer desse sopro último suspiro de mim, para afagar teu ser nas manhãs primaveris...
Quero suspirar só mais uma vez se for para me converter nesta matéria incolor emanada e povoar o espaço que te rodeia...
Quero ser sempre matéria transparente que roça em ti sem ser vista, mas é sempre percebida pelo aroma do além que sou eu!
(Jôze Paiva)

E nasce o poeta


O poeta parte no eterno renovamento.
Mas seu destino é fugir sempre ao homem que ele traz em si.
(Vinicius de Moraes)


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Fuga não vista, não lida em livros, mas sentida na profundeza da alma e na ausência de sua presença nas noites frias ou quentes. Nas noites é que um poeta se revela, sente, cria e deixa de existir humano para existir poeta. Nascem palavras infindáveis, crescem entrelinhas, floresce a imaginação. Morre a pessoa normal para renascer no próximo amanhecer. Ao escurecer, quando todos dormem, o sonho do poeta é real, é acordado, sentido na chuva que não molha, mas escorre pela sua mente embriagada de idéias. À noite, foge a pessoa crua do dia para que ao longe comecem a surgir nos trilhos da escuridão as faíscas emoldurantes de porta que é, riscos das cores que a imaginação pintar, clarão dos olhos iluminados por letras e entreletras. À noite há renovação do ser que foge do homem ou mulher que traz em si para ser poeta sem saber.

09 julho 2011

Você pode salvar vidas

Quantas pessoas há neste instante em algum lugar do mundo necessitando de um pouco de sangue para ter sua vida salva?
Difícil responder a esta pergunta...
Não é preciso responder a este questionamento com exatidão numérica, não é completamente importante. Essencial é saber que cada um representa uma vida, um ser humano que como nós possui família, possui amigos, possui uma vida social e até sonhos.
São sonhos que podem ser desfeitos simplesmente pela ausência de um líquido vermelho que precisa ser específico para ser utilizado e por isso é imprescindível a variedade que só pode existir na quantidade ideal se eu me importar, se você fizer alguma coisa.
Não salva vidas somente quem trabalha vestindo branco e percorre diariamente os corredores de um hospital. Todos podem salvar vidas, independente da religião, do time para o qual torcem, da raça, da profissão. Precisam somente pensar e agir da forma adequada. Se é pouco o que se pode fazer, que este pouco se torne tudo pelo menos à vida de alguém.
É preciso, é urgente doar!

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Sangue
Que corre
Em mim latente
Em tantos
Se faz carente!
Sangue
Vermelho vivo
Se lança!
Para muitos
É esperança...
(Jôze Paiva)
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Podem doar sangue todas as pessoas que:

  • Estejam documentadas (com carteira de identidade ou outro documento equivalente);
  • Tenham boas condições de saúde;
  • Tenham entre 18 e 60 anos;
  • Pesem, no mínimo, 50 quilos;
  • Não tenham ingerido bebidas alcóolicas nas 24 horas que antecedem a doação;
  • Tenham dormido, pelo menos, seis horas nas últimas 24 horas;
  • Não sejam usuários de drogas;
  • Não tenham múltiplos parceiros;
  • Não tenham doença hematológica, cardíaca, renal, pulmonar, hepática, diabetes, hipertireoidismo, hanseníase, tuberculose, câncer, sangramento anormal ou epilepsia;
  • Nunca tenham tido doenças de chagas ou malária;
  • Não tenham contraído sífilis, hepatite e não tenham tido contato com o inseto barbeiro.