
O que mais importaria ao final de tudo senão ter vivido como se quis?
Somente ter amado e ter sido amada grandiosamente, ter sido bondosa e benevolente, ter estado em muitos lugares e em lugar algum, ter estirado a mão e aceitado acalento, ter sido única, excêntrica ou quieta, ter gritado ou calado, ter estado como vitoriosa, ter amadurecido com a lição da derrota, ter visto pássaros e roçado em flores, ter voado em barcos ou navegado em aviões, ter sorrido como e com uma criança, ter agradecido algo de coração, ter pedido ou aceito desculpas, ter cantado ou dançado algum dia, ter visto estrelas na madrugada, ter tomado banho de chuva ou de sol e finalmente e, dentre tantas outras maravilhosas situações presentes em uma vida, afinal, escolha após escolha, acertando à sua maneira , ter sido da forma que quis...
E não importa qual forma seja esta ao final de tudo, nada importa além de ter vivido como se quis!
(Jôze Paiva)