
Eu de mim, sou espaço preenchido de querer
Sou enlace desenvolto de você
E até cumprimento descumprido do viver...
Eu de mim, sou pupila desconexa no olhar
Sou vidraça construída num piscar, sem trincar
E até volta solta desenvolta a rolar...
Eu de mim, sou balanço ressentido de sentir
Sou palpite não falado num porvir
E até linguagem solta sempre posta a refletir...
Eu de mim, sou névoa inundada de torpor
Sou inverno posto em chamas e calor
E até sou sangue que percorre com fervor...
Eu de mim, sou eu e tu, sou nós, sou vós...
Mas eles não sou. Eles sim são eu, eu de mim!
(por PAIVA, J.)

