
Muitos e muitos não se importam com o silêncio alheio, consideram-se sem tempo para desvendar o que não é falado. E vão-se os pedidos de socorro, esvaem-se as tentativas gritadas nos olhares, desaparece nas entrelinhas balbuciadas o que realmente somos!
Infelizmente...
Na minha vida quero aqueles que verdadeiramente me compreendem.
Os que lêem os gestos,
E respondem olhares...
Somente quem for capaz de responder
A pergunta não perguntada,
O questionamento que não foi questionado,
Sem também dizer qualquer palavra!
Quem comigo puder dançar
Ao som inaudível da palavra invisível.
Ao lado destes serei quem realmente sou porque, ao entender os mistérios dos abismos que são os espaços entre uma palavra dita e outra, tornarão explicitas as letras que guardo apenas no olhar ou no palpitar do coração! E estes, embora poucos, existem!
Felizmente...
