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11 janeiro 2012

A maldição do médico!



Conta a lenda que, quando Deus liberou o conhecimento sobre como cuidar dos enfermos, determinou que aquele "saber" ficaria restrito a um grupo muito selecionado de pessoas.
Mas, neste pequeno grupo, onde todos se achavam "semi-deuses", alguém traiu as determinações divinas... Aí aconteceu o pior!!!!!!........
Deus, bravo com a traição, resolveu fazer valer alguns mandamentos:

1º - Não terás vida pessoal, familiar ou sentimental.

2º - Não verás teu filho crescer.

3º - Não terás feriado, fins de semana ou qualquer outro tipo de folga.

4º - Terás depressão, se tiveres sorte. Se for como os demais terás esquizofrenia.

5º - A pressa será teu único amigo e as suas refeições principais serão os lanches, as pizzas e o china in box.

6º - Teus cabelos ficarão brancos antes do tempo, isso se te sobrarem cabelos.

7º - Tua sanidade mental será posta em cheque antes que completes 5 anos de trabalho;

8º - Dormir será considerado luxo, logo, não dormirás.

9º - Trabalho será teu assunto preferido, talvez o único.

10º - As pessoas serão divididas em 2 tipos: As que te entendem ( profissionais da área de sáude) e as que não te entendem ( Pessoas normais )

11º - A máquina de café será a tua melhor colega de trabalho, porém, a cafeína não te farás mais efeito.

12º - Happy Hours serão excelentes oportunidades de ter algum tipo de contato com outras pessoas loucas como você.

13º - Terás sonhos, com escalas, trocas de plantões, fim de turno, pacientes, e não raro, resolverás problemas de trabalho neste período de sono.

14º - Exibirás olheiras como troféu de guerra.

15º - E, o pior........ inexplicavelmente gostarás de tudo isso...

É bem por aí mesmo... O que seriam minhas noites sem Yaki Clássico no Box Júnior, sem lâmpadas acesas ou computador ligado, sem café, livros ou pacientes???! Viva o China! Viva a Medicina! Rs.

21 novembro 2011

Perdem-se noites e não esperanças




‎"De grão em grão a galinha enche o papo?" (Diz o ditado popular)
"Perdendo noite após noite, o estudante de Medicina se enche de olheiras." (Diz o ditado mais verdadeiro da Medvida)
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A verdade é que ganhando ou perdendo noites, vivendo ou não a vida lá fora, há uma vida no quarto que de certa forma escolheu pessoas para mais cedo ou mais tarde serem estudantes de Medicina e futuros Médicos. Isso mesmo, escolheu! E menciono dessa forma, por estar certa que pessoas que escolhem, se o faze por fazer, não toleram, não são capazes de deixarem de ser indivíduos dotados de necessidades físicas e emocionais para serem instrumentos sedentos por conhecimento, por ciência, por vida que, por mais que não seja a sua, atrai, conquista.
Para tal não basta escolher, é essencial ser escolhido, não por dom, mas por dedicação...
O estudante de Medicina esquece que amigos saem para baladas ou, se lembra-se, o faz apenas para desejar belas noites e permanece na maioria das suas entre letras que a certa hora dançam e fazem dançar.
Sabe que há uma família lá fora em algum lugar, mas por dias consecutivos encontra os seus somente nos sonhos bons, sonhos cochilados sobre as páginas.
O estudante de Medicina abdica de si, conquista troféus que são exibidos nos olhos cansados e decorados...
E ainda assim não desiste, não se arrepende da escolha que o encontrou, escolha aceita!
Ainda assim, escolhe ser dia e noite, mesmo que lhe arda os olhos!
Ainda assim, com a história dita nos olhos e na postura tênue, continua MedSer!
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Semanas de provas difíceis, olho para os lados e me vejo espelho de colegas que como eu arrastam-se por corredores de tão cansados que já estão e o mais incrível é que, mesmo sem poder localizar em tempo e espaço o dia em que cada um conseguiu ter uma boa noite de sono, mesmo sem previsão para a chegada do instante em que o sono poderá ser abraçado e aconchegado entre panos e colchão, percebe-se felicidade no ar. Não há arrependimento, não existe reclamação qualquer, não percebe-se lamento.
O coração abraçou a escolha que um dia fará a diferença na vida de muitos e isso importa. Viveremos assim, felizes embora chorosos de saudade, desesperados com provas e provas, por alguém que, embora desconhecido, merece após encontrar conosco provavelmente em um corredor de hospital, ter saúde e ter vida de verdade, dessas nas quais é possível dormir e comer nas horas certas, amar e ser amado todos os dias sem exceções emergenciais, dessas que não passam dos limites da nossa fértil imaginação que cria e recria um mundo nosso e não deixa de desejar que seja sempre assim.
Sem reconhecimento nem agradecimento. Não é o almejo... Busca-se pulso, procura-se sinais vitais e entre eles apenas um discreto sorriso não gargalhado, manifestado apenas através do leve movimentar do canto de lábios após a cura de uma dor. Esse é o pagamento maior, são os honorários que cobrem as noites em claro ou mal e pouco dormidas, bem estudadas e sofridas de saudade.



02 novembro 2011

Hoje, oração aos anônimos da Medicina



Teu corpo sem vida, despido e frio, teu rosto anônimo e tua inércia se entregam às minhas mãos, como se quisessem oferecer-me a chave dos enigmas que a minha sede de conhecimento precisa desvendar. E meu bisturi ousou perturbar teu descanso.
Ali, naquele momento, nada mais poderia ser feito por ti, pois tu já havias partido. Porém, ultrapassado a barreira da morte, teu corpo ajudou-me a compreender melhor os mistérios da vida, os saberes transcritos em cada centímetro teu e que tornarão possível ainda o salvar de inúmeras vidas em teu nome. E por isso te agradeço neste dia de finados.
Agradeço e rogo pelo teu descanso, faço uma oração que talvez não haja quem faça neste dia por ti, companheiro eterno e veículo da ciência. Sem saber se na vida foi lembrado, sem possuir conhecimento qualquer a respeito dos dias teus, se transcorreu em família ou na ausência dela, se um trabalho te ocupou a mente ou se um amor povoou teus pensamentos, afirmo-te apenas que valerá a pena o que involuntariamente tem sido realizado através de ti.
Descanse em paz, deixe que agora e sempre nos cansemos incansavelmente em favor do conhecimento e das vidas que poderão ser salvas!

13 julho 2011

Um voto à compreensão



No curso de Medicina, o professor se dirige ao aluno e pergunta:
-Quantos rins nós temos?
-Quatro! - Responde o aluno.
-Quatro? - Replica o professor, arrogante, daqueles que sentem prazer em tripudiar sobre os erros dos alunos.
-Traga um feixe de capim, pois temos um asno na sala. - Ordena o professor a seu auxiliar.
-E para mim um cafezinho! - Replicou o aluno ao auxiliar do mestre.
O professor ficou irado e expulsou o aluno da sala.
O aluno era, entretanto, o humorista Aparício Torelly Aporelly (1895-1971), mais conhecido como o "Barão de Itararé".
Ao sair da sala, o aluno ainda teve a audácia de corrigir o furioso mestre:
-O senhor me perguntou quantos rins nós temos. "Nós" temos quatro, dois meus e dois seus. "Nós" é uma expressão usada para o plural. Tenha um bom apetite e delicie-se com o capim.

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Moral da história: A vida exige muito mais compreensão que conhecimento. Não adianta conhecer algo a fundo se não puder parar, ouvir as pessoas e, muito mais que isso, compreendê-las.




04 julho 2011

Carência de olhar


















Os olhos de uma criança
Emanam esperança
Querem segurança!
Mas no seu brilho
Pode haver dor...
Falta de cor?
Não, pode ser doença
Que carece cuidados
Ou precisam
Só de amor...
Chega um palhaço doutor
Com brincadeira
Sem eira nem beira
E lá se foi a dor!
Que com ou sem remédio
Trazia tédio
E hoje é passado...
Que passa nos trilhos
Na rua, ladrilhos?
Onde brinca e sorri
Criança feliz
Que lembra e diz com amor
Obrigada doutor!
E doutora vem cá
Um abraço quero dar!

Jôze Paiva

02 julho 2011

Somos lobos


por JÔZE PAIVA (MEDICINA UGF)

Eles _ OS LOBOS_ são capazes de percorrer várias longas distâncias a cerca de 10 quilômetros por hora e são conhecidos por atingir velocidades próximas a 65 quilômetros por hora durante uma perseguição; portanto, o que seria um período de seis anos de estudos de graduação para cada integrante da ALCATÉIA Medgama?

As garras das patas dianteiras de cada lobo são maiores do que as patas traseiras, onde há um quinto dedo que está ausente nas patas traseiras. As patas do lobo-cinzento são capazes de pisar facilmente em uma variedade de terrenos, especialmente na neve, mas também se adaptam a repúblicas diversas, bibliotecas e baladas ou qualquer outro ambiente que envolva o curso de Medicina da UGF, o que inclui o habitat OREM.

Existe uma fina camada de pele entre cada dedo, o que lhes permite deslocar sobre a neve mais facilmente do que comparativamente às presas prejudicadas. Coitados, então, dos problemas que ameaçarem surgir no cotidiano de um lobo, dos times opostos, das outras delegações que se tornam presas fáceis da ALCATÉIA!

Os lobos cinzentos são digitígrados, que com a grandeza relativa de suas patas, ajudam a distribuir bem o seu peso em superfícies nevadas. Pelos e unhas reforçam a aderência em superfícies escorregadias e os vasos sanguíneos especiais mantém as patas aquecidas do congelamento, protegidas das eventualidades diárias da vida de um estudante de Medicina. Certamente essas eventualidades aparecem, mas são facilmente deixadas para trás. Lobos não escorregam diante das dificuldades. Lobos não deixam os amigos, a família, os membros do grupo escorregarem!

Glândulas odoríferas localizadas entre os dedos de um lobo deixam vestígios químicos e marcadores para trás, ajudando o lobo caminhar de forma eficaz sobre grandes extensões enquanto simultaneamente mantém os outros informados do seu paradeiro. Se andar é preciso, se necessário é viver no presente rodeado de livros e esporte, que venham os nossos conosco! Que nós sejamos também por eles e sempre unidos!

Os lobos têm pelos volumosos consistindo de duas camadas. A primeira camada é feita de pelos resistentes que repelem água e sujeira, repelem o que de ruim surgir pelo caminho, desde a saudade às más intenções dos que rodeiam, repelem até a derrota ou um pequeno fracasso passageiro frente a uma disciplina considerada de difícil resolução em prol de muitas vitórias.

A segunda camada de pelos é densa e resistente à água que o isola. O subpelo é espalhado pelo corpo na forma de grandes tufos de pelos no final da primavera ou início do verão (com variações anuais). Um lobo, muitas vezes, esfrega-se contra objetos, como pedras e galhos para incentivar a pele a soltar os pelos para fora. Incentivar o surgimento de tudo o que é positivo e derrocada dos impecílios.

O subpelo é geralmente cinza, independentemente da aparência do revestimento exterior for. Lobos têm pelages distintas no inverno e no verão que se alternam na primavera e no outono. É preciso se adaptar às intempéries que exige o curso Médico e assim cada lobo da UGF faz.

Lobos têm poderosas focinheiras compridas que ajudam a distinguem-nos dos outros canídeos, de outros meros animais e até dos chacais. Lobos são especiais, principalmente porque apesar da solidão, fazem de todos do grupo apenas “um”.

Embora tenha um olfato relativamente fraco quando comparado a outros canídeos, o lobo possui uma audição bastante apurada, ao ponto de ser capaz de ouvir a queda de folhas das árvores durante o outono. Sua visão noturna é a mais avançada da família dos canídeos. Capaz de escutar o que outros não escutam, capaz de ver o que outros não vêem, sente o que outros não sentem e, ao final, torna-se vitorioso. Caça sem se permitir ser caçado.

Os lobos são grandes anfitriões da raiva. Embora os lobos não sejam reservatórios da doença, eles podem pegar de outras espécies. É preciso que sejam então temidos caso sejam subjugados, caso sejam desafiados. Se tratados com candura, são afetuosos.

Vivem unidos, fazem o que for preciso pelo bem de todos e, com todo o contexto de suas características, cada lobo é capaz de superar inúmeros obstáculos em busca de um objetivo maior. Assim é cada um dos estudantes de Medicina da UGF, lobos dotados de força e raça. A garra, a personalidade, a vontade de vencer rompem qualquer barreira. A união e tradição Medgama são o principal guia e fonte de sobrevivência. Que assim seja em todas as gerações, que todos compreendam e façam valer a pena o significado da ALCATÉIA!