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28 julho 2011

Vivendo no parque de sonhos



Quase chegando o dia de sair da minha vida de verdade e partir novamente à de brinquedos e sonhos. Como em um parque de diversões no qual surgem lágrimas perdidamente a escorrer pela face, algumas vezes de felicidade, outras de saudade...
E quem já não sonhou acordado um dia ou viveu a sonhar enquanto dormia pela vida?
Certamente não sou e não serei sempre a única; contudo serei para mim especial, principalmente frente àquele pequeno ser de grandes olhos castanhos que tanto admira o que sou somente pelo fato de ser e estar ao seu lado como mãe.
E não só eu, todos são especiais, todos são únicos em algo, embora inúmeros em outro algum qualquer.
E assim seguimos... Esperando a vida passar para continuar a sonhar?
Não! Passando, passeando e brincando no parque dos sonhos em parceria com a vida... Dormindo ou acordados, estaremos sempre fazendo de cada dia um brinquedo daquele parque de diversões que visitamos em um domingo de infância. Brinquedo com ou sem emoção, com ou sem susto, com ou sem sorrisos. Dependerá unicamente de nós.
Hoje, não sei quanto a você, mas meu brinquedo traz um pouco de medo. E gosto de sentir medo misturado à emoção e a felicidade. É como se estivesse realmente viva, apesar de ainda estar sonhando!
(Jôze Paiva)

09 julho 2011

Dia de hoje


O dia hoje pede vida
A ele eu dou partida
Parto para viver...
Absorta a meu ser!
Um só colorido
Tal qual balões sortidos?
Sol, pernas, brinquedo
Brinco de estar,
E ser...
Mas sou luz!
E vivo, brinco
No dia de hoje
Que pede vida!
(Jôze Paiva)

07 julho 2011

Só por uma noite




Só por uma noite vou gargalhar sozinha do tiquetaquear do relógio que quer me lembrar do horário a acordar, da hora de dormir. Vou ficar acordada, alucinada. Só por uma noite vou me deixar esquecer do hoje e pensar somente no que será de um dia chamado amanhã. Vou ficar a sonhar sem parar. Só por uma noite esquecerei que não esqueço de você apesar de não encontrar seu corpo quente ao lado do meu. Vou pensar e parar de pensar sem parar. Só por uma noite sairei pelas ruas molhadas da cidade sem medo de ter que voltar pelo medo de uma cidade que diz que é grande. Vou andar e parar, vou dançar. Só por uma noite vou abrir a porta da minha casa para esperar o nascer de um dia chuvoso. Vou escorrer e pingar. Só por uma noite vou dormir do lado avesso da cama esperando que você me desvire. Vou ficar e chamar. Só por uma noite vou lembrar de não fechar os olhos que tanto querem te esperar chegar. Vou sentar e respirar. Só por uma noite vou partir o espelho por inteiro para não ver meu lado sem você que aqui está. Vou suspirar devagar. Só por uma noite vou esperar a noite passar e o amanhã chegar para me trazer você. Coração não para de palpitar!
(Jôze Paiva)