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01 fevereiro 2012

Eu de mim...



Eu de mim, sou espaço preenchido de querer
Sou enlace desenvolto de você
E até cumprimento descumprido do viver...

Eu de mim, sou pupila desconexa no olhar
Sou vidraça construída num piscar, sem trincar
E até volta solta desenvolta a rolar...

Eu de mim, sou balanço ressentido de sentir
Sou palpite não falado num porvir
E até linguagem solta sempre posta a refletir...

Eu de mim, sou névoa inundada de torpor
Sou inverno posto em chamas e calor
E até sou sangue que percorre com fervor...

Eu de mim, sou eu e tu, sou nós, sou vós...
Mas eles não sou. Eles sim são eu, eu de mim!

(por PAIVA, J.)

19 julho 2011

Pouco mais



Um pouco mais de cor
Àquela arte
Um pouco mais de aroma
Àquela flor
Um pouco mais de movimento
Àquele pássaro
Um pouco mais de vento
Àquele barco
Um pouco mais de lua
Àquela noite
Um pouco mais de brilho
Àquele vaga-lume
Um pouco mais de som
Àquele rio
Um pouco mais de luz
Àquele sombrio.
Um pouco mais de esperança
Àquela criança
Um pouco mais de papel
Àquela caneta
Um pouco mais de orvalho
Àquela planta
Um pouco mais de mim
Àquela vida!
(Jôze Paiva)

13 julho 2011

Arte que não cabe em mim




Esta arte não cabe em mim...
Meu espaço infinito não contempla tais razões.
Não há explicação para desamor
Para a exclusão
Ou perfeita imperfeição do sentir superior.
Não me povoa arte da invasão
Nem corrupção!
Deixa-me longe se houver qualquer distorção.
A arte da cobiça
Inveja desmedida
Não me excita
Aquela conversa escondida
O impróprio deboche
Empurram-me para longe,
Deixam-me perdida!
O olhar de despeito
Total ou pouco desrespeito
Fazem-me inquieta
São arte que não me cabe
Arte sem artista
Com ausência de ser altruísta!
Adeus ao egoísta
E resta então
Evitar a arte que não me cabe
Sem despedida fazer partir
Esta arte que não cabe em mim...
(Jôze Paiva)